Saiba como funcionam os tecidos com proteção UV

Com a medição dos raios UV (ultravioleta) atingindo níveis extremos em várias capitais do país nesta terça-feira (23), a Folha Online consultou especialistas sobre as roupas com proteção UV, cujos fabricantes prometem proteção eficaz contra a radiação.


De acordo com a dermatologista Selma Cernea, coordenadora da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, essas roupas são feitas com tecidos especiais que realmente protegem a pele da radiação. "Esses tecidos têm na sua tecelagem o acréscimo de produtos fotoprotetores, e, até onde temos nós conhecemos, são realmente eficientes", disse.

Bruno Gallo/Arte Folha Online



Segundo a indústria, existem basicamente dois tipos de tecidos que oferecem a proteção UV. Um deles possui a proteção em sua própria estrutura, por ser feito com fios especiais à base de dióxido de titânio. O outro tipo é um tecido comum, que recebe um aditivo que funciona como absorvedor de raios UV. Em alguns casos, a proteção do segundo tipo pode durar um número determinado de lavagens.

O fator de proteção é determinado pelo FPU (Fator de Proteção Ultravioleta), classificação certificada pela Agência Australiana de Proteção à Radiação e Segurança Nuclear (Arpansa). A Austrália é pioneira nas roupas com proteção UV devido a alta incidência de radiação em seu território e a pele clara da população.

Fator de Proteção Ultravioleta
FPUBloqueio de raios UVProteção
15, 2093,3% - 95,9%Boa
25, 30, 3596% - 97,4%Muito boa
40, 45, 50, 50+97,5% e acimaExcelente
Fonte: Arpansa



Patrícia Gomes, dermatologista do Centro Médico Figueiredo, recomenda as roupas UV para crianças de até seis meses --que devem evitar filtro solar devido ao risco de alergia--, idosos e pessoas que fazem exercícios ao ar livre regularmente.

Selma Cernea estende a recomendação para todas as pessoas que têm doenças de pele desencadeadas pelo sol e para os trabalhadores que exercem atividades externas. "O custo, infelizmente, impede a utilização mais ampla deste tecido, então acabamos orientando mais as pessoas que têm alguma situação que realmente não podem se expor ao sol. Mesmo para uma pessoa com pele saudável, é um benefício ter esta proteção, mas, do ponto de vista da praticidade e possibilidade, ainda é restrito, pelo custo mais elevado", afirma.

De acordo com a dermatologista, nenhum produto, sozinho, é uma "barreira total" contra a radiação. O uso de roupas UV, portanto, deve acompanhar outros cuidados, como uso de filtro solar, chapéu e óculos escuros --principalmente quem tem olhos claros. Outra medida indicada nos dias de maior incidência de raios UV é o uso da boa e velha sombrinha, principalmente quem carrega crianças de colo.

Cores

Para os que não podem contar com as roupas com tecnologia de proteção, a médica da Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda deixar o conforto de lado e usar tecidos sintéticos de cores escuras.

"As roupas claras e de algodão permitem uma sensação mais agradável, mas do ponto de vista da proteção são importantes três questões: a cor, sendo as escuras melhores, por serem uma barreira solar; o fato de estar seco ou úmido, já que, sempre, o tecido seco protege mais; e a trama, quanto mais fechada, melhor, como a dos tecidos sintéticos --náilon, poliéster etc."

Fonte: https://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2010/02/24/saiba-como-funcionam-os-tecidos-com-protecao-contra-raios-uv.jhtm

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